Descontentamento.

Em Florianópolis, estamos vivendo um dos períodos mais quentes da década. Não se via temperaturas tão altas desde o início da década. Nesse momento, às 13:16 a temperatura na capital está em 35º, porém a sensação térmica chega aos 42º. Se não fosse o maravilhoso litoral, repleto de praias, a cidade seria um lugar de habitação bastante complicada.

Em ocasiões similares, é comum o descontentamento. Seja com a temperatura elevada, com a falta de chuva, com a sensação de desconforto ao dormir etc. Enumera-se diversas argumentações para externar o quanto nesse momento necessitamos de um pouco de chuva, ou melhor, de uma temperatura mais amena, mas agradável. Por incrível que possa parecer, temperaturas tão elevadas levam ao descontentamento até o turista que nesse momento está de baixo de um sol violento na praia. Quantos insanos estão nesse momento se expondo há uma temperatura tão elevada!

Mas o descontentamento que quero tratar é aquele que perece ser inato no ser humano. É aquela necessidade que temos de reclamar de tudo e de todos. Quase sempre encontramos em nosso ambiente profissional o paradouro adequado para cultivar esses pensamentos. Mas o que tem de ruim em reclamar um pouquinho? Como não reclamar desse calor maluco? O “X” da questão é que no primeiro pingo de chuva, após o contentamento inicial, passamos a reclamar: “como chove nesta cidade”.  O pensamento do descontentamento pode sugerir falta de compreensão em relação ao mundo que nos cerca. Quantas vezes nos deparamos reclamando de situações que mal conhecemos a causa? Será que realmente avaliamos o prejuízo que causamos aos demais em ficar reclamando da vida? Será que todo esse descontentamento não pode inibir a manifestação de pensamentos que estejam afim com o propósito de construir, edificar, crescer etc? O que cultivamos internamente? Como se forja a valentia para enfrentar as situações duras da vida?

Embora nesse momento a temperatura já esteja aos 36º, já consigo observar que a velocidade do vento está aumentando, o que propõe provavelmente, por sua direção (norte), uma temperatura mais amena no anoitecer. Será que não deveria dar mais valor a esse vento?

Serei papai!!

8Na última semana recebemos a iluminada notícia de que nossa família terá, em breve, um novo membro. TEREMOS UM BEBÊ!!!!!

Há cerca de um ano estamos lendo, pesquisando e estudando sobre o assunto. Por mais que essas coisas sejam difíceis de serem planejadas, queríamos, além de nos antecipar, nos capacitar para receber nosso primeiro filho num lar de harmonia e de muito afeto; num lar onde ele pudesse efetivamente crescer e se desenvolver livre de pensamentos negativos ou condutas que pudessem levá-lo para um caminho onde não queremos. Logo no início, percebemos que deveríamos realizar alguns câmbios em nós mesmos, ou seja, precisávamos passar por um processo de melhoramento individual, cambiando aquelas características que haviam em nós e que considerávamos negativas, como a irritabilidade, a impaciência etc.

Nessa trajetória, pudemos perceber que “ser pai”, ou “ser mãe”, é algo que se aprende à medida que a criança cresça e se desenvolva. No entanto, aprendemos também que isso não pode ser desculpa para não irmos preparando nosso interno, lendo sobre como cuidar de crianças ou até mesmo, trocar experiências com familiares e amigos. Foi assim que fizemos, e hoje estamos quase preparados para praticar tudo aquilo que aprendemos.

Interessante que esta preparação prévia acabou gerando muita tranqüilidade e serenidade, e acredito que a notícia da gravidez nos permitiu viver esse momento sensível de forma muito mais ampla, porque não tínhamos aquelas preocupações que normalmente se tem quando temos carência de conhecimentos. Estamos contemplando esse momento! Estamos felizes por estar recebendo uma notícia tão transcendente como esta. Estamos mais felizes ainda, por saber que teremos a oportunidade de estar educando esta criança dentro de uma nova cultura.

Que alegria será poder estar identificando no futuro bebê os possíveis desvios de seu instinto, e poder atuar de forma mais consciente na correção! Que alegria saber que não se trata apenas de um “novo ser”, mas de um espírito que necessita ser bem orientado desde a infância! Que alegria será poder dar a ele, um lar cheio de afeto e de carinho; lar em que os pais se encontram inseridos num processo de aperfeiçoamento interno, buscando a todo momento serem pessoas melhores.

Essa alegria não teria o menor sentido se não pudéssemos compartilhar o que estamos vivendo com as outras pessoas, em especial, àquelas que amamos e queremos bem!!

ESTAMOS MUITO FELIZES!!! Estamos entrando na quinta semana!!! Que alegria!!!!!!