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Os pilares de uma nova juventude.

É comum observar o comportamento dos jovens pelo tipo de música que apreciam, estilo dos programas de televisão que têm preferência, roupas de vestem e pelas festas que costumam freqüentar. Embora sejam características externas, todas têm sua origem ou motivação no mundo interno. Há razões para terem tal comportamento, e são essas razões, quase sempre imperceptíveis, que estimulam o jovem a cristalizar o desejo de liberdade na pré-adolescência.

Essa busca pela liberdade ganha forma através de uma participação mais ativa na sociedade. É o momento de mostrar a todos que é “livre”, “independente”; possui opiniões próprias. Em meio a essa caminhada, que é repleta de descobertas, o jovem se torna hábil em fazer novas amizades, cria uma identidade com esses amigos, identifica-os como a sua “tribo”. Até ai tudo bem.

Sendo o estágio da vida em que as inquietudes mais se manifestam, muitas vezes o jovem acaba se vinculando a falsos valores. É o período onde surge a figura dos ídolos, pessoas que normalmente representam alguma corrente musical, ideológica, partidária, religiosa ou intelectual. A conduta do ídolo quase sempre é tida e seguida como um exemplo, raramente sendo feita uma consulta prévia ao mundo interno. Não haveria como fazê-la, pois a própria cultura vigente não foi capaz de ensiná-lo tal proeza. Não havendo esta preocupação, se deixa converter no anonimato, pois a falta de conhecimentos sobre a vida e suas possibilidades mentais de realização, não o permite discernir entre a verdade e o erro, entre os pensamentos próprios e os alheios. Se vê envolvido, tomado pela falsa alegria de pertencer a um grupo, e acaba esquecendo de si próprio. Acaba “pensando como todo mundo”. Quando se depara com a realidade, sofre um momento de frustração, pois os ídolos, assim como os falsos amigos, desaparecem quando mais se precisa deles. Os sonhos, os projetos e os ideais, desapareceram, inclusive, por ironia do destino, a tão ansiada liberdade. Para onde foi todo mundo? Se pergunta.

Essas são observações que tenho feito sobre a juventude após ter iniciado meus estudos de logosofia, uma ciência que possibilita ao homem, através de um método, conhecer seu mundo interno, saber efetivamente o que se passa nele, suas inquietudes, suas angústias, suas virtudes. Não há como continuar vendo o mundo da mesma forma após ter contato com esse conhecimento, porque ele nos permite identificar em nós mesmos, a parte da criação que carregamos da nossa herança e a partir disso, entender melhor o semelhante e a própria Criação.

Dizemos que logosofia é uma ciência acessória, porque com ela se aprende a estudar, a pensar, a sentir, a refletir, a discernir de forma diferente do que do mundo comum. O jovem aprende, por exemplo, a observar em sua vida o resgate de importantes valores morais e espirituais, que o auxilia no cultivo de amizades mais duradouras e no relacionamento com a família. Os conhecimentos superiores da ciência logosófica podem prepará-lo para enfrentar os transes de um mundo cada dia mais cheio de surpresas e desafios. Estes são os valores morais, parte da herança que recebemos da nossa criação, que dão um sentido especial à vida e ao viver, e que são levados a prática pelo estudo logosófico.

A ciência logosófica orienta aos jovens que o conhecimento do mundo interno é “indispensável para não sofrer os rudes contrastes que aparecem entre a realidade que se ignora e o que se crê nela”. Se praticados na vida, como recomenda o método logosófico, esses ensinamentos oferecerão uma nova compreensão sobre suas possibilidades enquanto ser humano dotado de inteligência, pois conhecerá melhor sua própria psicologia.

Tenho observado que a nossa juventude está um pouco carente de conceitos, e essa carência tem origem nos mais diversos fatores. O estudo logosófico apresenta um caminho que poderá levá-la a recantos mais sublimes, onde a consciência se faz presente no maior número de momentos em sua vida, estimulando que o jovem seja na sociedade um agente de mudança e um veículo de bem.

Os ensinamentos da sabedoria logosófica conduzem a um caminho cujo resultado será a edificação de uma nova juventude; uma juventude mais ativa, mais consciente. Poderá, enfim, desfrutar da liberdade em seu mais puro conceito.

Conheça a Logosofia: http://www.logosofia.org.br

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Que tal uma leitura?

O período de férias é um excelente momento para colocar em dia o hábito da leitura. Claro, não podemos confundir férias do “corpo físico” com férias “mentais”. Nossa mente necessita de atividade, de oxigênio. E nada melhor do que o conhecimento para oxigenar a mente. Como uma boa leitura pode contribuir para manter nossa mente ativa, sugiro algumas obras:

foto_capa1122006095237.jpgBases para sua conduta
A vida juvenil encontrará, neste novo livro de González Pecotche, perito modelador da psicologia humana, ensinamentos que são verdadeiras chaves para a existência. Adotá-los é multiplicar-se nas obras, nos afetos, nas palavras, nos triunfos da luta contra o mal, enquanto se avança na conquista do bem.

foto_capa300903170120.jpgO Senhor De Sándara
A trama maior deste livro ocorre no mundo interno dos protagonistas, revelando seus anelos, pensamentos, sentimentos, emoções, as lutas para a superação de suas condições individuais, acompanhando a vida dos principais personagens da infância aos primeiros anos de casamento.

Estes dois livros são de autoria do pensador e humanista argentino, Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia, e podem ser adquiridos no site da Editora Logosófica.

Boa leitura!

Quando uma música diz muito.

Não quero imitar
Deus ou coisa assim
Só quero encontrar
O que é melhor em mim
Ser mais do que alguém
Que sai num jornal
Mais do que um rosto num comercial
E não é fácil,
Viver Assim

Se eu quiser chorar
Não ter que fingir
Sei que posso errar
E é humano se ferir
Parece absurdo
Mas tente aceitar
Que os heróis também
Podem sangrar
Posso estar confuso
Mas vou me lembrar
Que os heróis também podem sonhar
E não é fácil
Viver assim

Seja como for agora eu sei
Que o meu papel
Não é ser herói no céu
É na terra que eu vou viver

Eu não sei voar
Isso é ilusão
Ninguém pode andar
Com os pés fora do chão
Sou só mais alguém querendo encontrar
A minha própria estrada pra trilhar
Apenas alguém, querendo encontrar
A minha própria forma de amar
E não é fácil
Viver assim.

Letra: John Ondrasik

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