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ubuntu_horizontal.pngEstou testando há duas semanas no meu notebook a versão netbook do Ubuntu 9.10, e quero relatar um pouco da minha experência. Nesta semana foi lançada a versão alpha 4, sendo que a previsão de lançamento da versão final está prevista para outubro próximo.

Minha configuração: Notebook Positivo Móbile Z68, processador Celeron 560, 2Gb de memória, HD 160 Gb SATA. Não preciso dizer que a placa de vídeo é nossa famosa amiga SIS 671.

Pontos que me chamaram atenção:

1. Tempo do boot: Incrível, mesmo sendo uma versão alpha, a diferença de boot em relação ao Vista (também instalado nessa máquina) é impressionante. É realmente muito rápido. Não houve nenhuma dificuldade em relação a instalação. O sistema não travou em nenhum momento, sendo que o próprio Ubuntu identificou automaticamente a wireless, o sistema de som, webcam etc.

2. Drive de vídeo SIS: No início não conseguia trabalhar com resolução superior há 800X600. Porém encontrei uma dica quente na comunidade Ubuntu (clique aqui para ter acesso) que resolveu o problema. Hoje trabalho com a resolução padrão 1280X800. Uma beleza!

3. Touchpad: Identificou quase tudo, só a função  “tapping” veio desativada. Instalei o aplicativo “gsynaptic” (Terminal: sudo apt-get install gsynaptic) que criou a opção “Touchpad” no menu Sistema/Preferências, que permite configurar o recurso. Deu tudo certo, 100% funcionando.

4. Estabilidade: Outro aspecto impressionante, nem parece versão de teste.

5. Apresentação diferenciada: Esse alpha veio com uma diferença na área de trabalho, o que tenho certeza que valoriza muito os netbooks, que têm telas menores. Outra mudança está em relação ao GDM, que tem nova apresentação.

6. Ubuntu One: Tem vindo como padrão nessa versão. O sistema cria um diretório no menu locais, como se estivesse no computador, mas na verdade os arquivos são armazenados nos servidores da Canonial e temos acesso em qualquer computador que esteja conectado a internet. Que avanço isso! Muito simples, rápido e útil. É o futuro da internet.

7. EXT 4: O sistema traz como padrão o sistema de arquivo Ext 4.

Irei colocar algumas imagens nessa semana. Para fazer o download da versão alpha 4: http://cdimage.ubuntu.com/releases/karmic/alpha-4/

Um abraço, Zanella.

FISL 10!

Nesta semana Porto Alegre (RS) recebe a décima edição do Fórum Internacional do Software Livre (FISL). O evento será realizado de 24 a 27 de junho e tem como slogan “a tecnologia que liberta“.

fisl10Entre as inúmeras atrações do fórum, que vai desde palestrantes e conferencistas reconhecidos na área de desenvolvimento de tecnologias livres, terá a importante presença de um dos fundadores do “Pirate Bay“, portal que recentemente foi condenado por violação de direitos autorais. É uma oportunidade ímpar para dialogar sobre uma questão tão complexa e polêmica que tem chamado a atenção de todo o mundo.

Não posso deixar de registrar que membros da Comunidade Ubuntu Brasil estarão presentes ao evento. Para maiores informações, inclusive sobre inscrições e dicas de hospedagem, basta acessar o portal http://fisl.softwarelivre.org. Para os que não puderem estar presentes poderão acompanhar pela internet, pois haverá transmissão pela TV Software Livre e pela Rádio Software Livre.

Dentre as poesias mais marcantes da minha vida há uma que me faz recordar muito das brincadeiras da infância e da simplicidade que naqueles tempos cultivava com uma naturalidade impressionante. Sou do tempo do “carrinho de lomba“, da “perna de paú“, do “ioió“, do “jogo de taco” etc. Nas férias de verão costumava visitar o sítio do meu avô, e lá desfrutuava de momentos maravilhosos ao lado de meus primos. Subir nas laranjeiras, nos pessegueiros e colher uva debaixo do parreiral eram apenas algumas dessas diversões. E que diversões! Por isso, quando leio a poesia de Casimiro de Abreu, noto que certas marcas resurgem como se fossem reais e atuais.

Lá vai um fragmento de “Meus oito anos“:

“Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!”

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